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PINUS ELLIOTTI - Combate ao Avanço sem Controle

ongcidadaosdapaz
18 de out. de 2025
3 min de leitura

Atualizado: 5 de abr.


Pinus em expansão de Fácil Identificação
Pinus em expansão de Fácil Identificação

NOSSA HISTÓRIA COM O PINUS ELLIOTTII


Certo dia, o Sr. Joãos de Souza perguntou como soubemos da gravidade do dano que o Pinus Elliotti estava causando em nosso Bioma e nós para respondermos precisamos contar uma breve história.

Em meados de 1977, nós iniciamos uma terraplanagem em um terreno próprio. Após a finalização do trabalho a terra ficou lavrada e plana, com terra próxima ao árido, espelhada como dizem na região.

Dentro de pouco tempo notamos que algumas plantas começaram a crescer e não haviam sido plantadas por nós.

A espécie cresceu rapidamente, se tornando mais frondosas do que algumas araucárias próximas ao local, foi aí que começamos a observar qual seria e de onde teria vindo já que não havíamos plantado.

Dentro de nossas conversas, com várias pessoas e em cidades diferentes, notamos que o Pinus Elliottii estava presente em todo local e em grande volume, nunca estavam sozinhos.

Com o tempo passamos a saber que se tratava de uma espécie exótica invasora, que se prolifera com uma velocidade que quase impossibilita seu controle.

Alguns produtores desta árvore por certo precisaram fazer o plantio uma única vez, pois pela sua própria  natureza ela se reproduz constantemente, não havendo necessidade de investir em novas mudas.

Neste momento, como somos envolvidos com o meio ambiente por gerações de nossas famílias, iniciamos um trabalho de pesquisa e divulgação destes dados alarmantes.

Participamos de feiras em diversas cidades, inclusive na Expointer.

Dentro de todas essas experiências seguimos com fé que sairemos vitoriosos, mesmo que poucas pessoas se interessem pelo assunto ou não percebam a gravidade do problema.

A invasão destes pinus já foi divulgada amplamente em rede nacional, em jornais de grande prestígio e com jornalistas renomados, reconhecidos pela seriedade do seu trabalho, até pela Gaúcha Patrícia Poeta.

O Estado que mais sofre, onde esse invasor está mais presente no território brasileiro, é o Rio Grande do Sul.

Medidas imediatas são necessárias para conseguirmos contornar a situação.


É NOSSO DEVER  ALERTAR SOBRE  O PERIGO DO PINUS ( EXÓTICO INVASOR )

 AVANÇANDO SOBRE  NOSSAS NATIVAS 

     Estes pinus são de grande valor para nossa economia, nos fornecendo madeira, insumos para  indústria química e farmacêutica entre outros exemplos, e também de vital importância para nossa balança comercial. Neste momento perigoso de invasões, seria imprescindível uma ação por parte dos governantes, uma atenção em caráter emergencial. Contratando e preparando novas equipes, com especialistas e incentivando a criação de grupos voluntários, para o controle imediato do pinus invasor. É importante que as plantações estejam legalizadas, com permanente fiscalização em seus plantios, dentro do rigor da lei, um controle rigoroso, acompanhado e certificado por pessoas legalmente habilitadas. 

      O Pinus Elliotti é uma árvore de grande porte, característica que, somado ao seu avassalador domínio, lhe dá todas as vantagens para ser, definitivamente, o dono do pedaço.

      Por produzir constantemente grande quantidade de sementes, minúsculas e aladas para vôos de grandes distâncias, de até 60 kilômetros, facilita sua rápida propagação . Outra preocupação é que mesmo as árvores jovens já estão aptas para a proliferação. A mãe adolescente fornece a semente e mantém o terreno limpo para  contribuir no domínio. Suas folhas são fibrosas e ao cair no chão acabam por dificultar o nascimento de árvores e arbustos que não sejam de sua espécie. Folhas secas, ausência de chuvas e a resina produzida por esta planta são uma combinação propícia a incêndios.

     Com sua postura predominante vai soltando suas abundantes e fortes sementes até longas distâncias,  inçando  e inutilizando até pequena plantação de alimentos. O pinus invasor consegue se infiltrar em áreas intransponíveis como espinheiros, cânions, montanhas, ladeiras e escarpas.

    Um único exemplar é capaz de produzir até 500.000 novas plantas em 40 anos.

Essa espécie é perigosa para o meio ambiente por ser amensalista; possui uma relação desarmônica com as plantas originárias, prejudicando ou até eliminando outras espécies. Produz substância, de efeito fitotóxico, semelhante a alguns herbicidas.

Suas características naturais: suas folhas aciculadas quando caem impedem o nascimento de outras espécies de plantas podendo causar desertificação, produz grande quantidade de sementes, a seiva produzida atua como combustível em incêndios, é resistente a temperaturas extremas como frio intenso e o árido, nasce em locais de difícil acesso como paredões rochosos por exemplo.






 
 
 

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